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Fetiche em mendigo sempre existiu. Você ja conhecia?

Fetiche em mendigo… o tal do homeless, você já conhecia?

Talvez você tenha tomado ciência do nome ou até mesmo dessa categoria de desejo recentemente pelo acontecido que virou febre na internet.

É comum que muitos fetiches como o fetiche por mendigo sejam tratados como casos atípicos porque as pessoas não falam sobre seus “desejos mais perversos”. Mas você sabe que a gente é sem tabu, então mergulhamos nesse tema, até porque fetiche é o que não falta no ysos!

Adorado por uns, considerado imoral por outros, o fetiche por mendigo é uma realidade. Diversas pessoas sentem inúmeras variações deste desejo. Há quem se excite com a fantasia de ter um momento íntimo com uma pessoa em situação de rua, há quem deseje de fato que isso aconteça e quem realmente dê vida à esse desejo.

Algumas pessoas estendem esse desejo à pessoas que não estão em situação de rua, mas estão em uma situação social diferente da sua, como trabalhadores(as) da classe C,D e E.

Na história que ganhou a internet essa semana, o marido foi surpreendido quando encontrou a esposa fazendo sexo com o homem que ficou conhecido como “mendigo sortudo do DF”, o que rendeu inúmeros memes e paródias.

A esposa alega que teve uma visão, há a possibilidade dela estar em surto durante o ocorrido e que não necessariamente se tratava de um caso de fetiche por mendigo. Não estamos aqui pra julgar ninguém, cada um na sua.

O que aconteceu é que o caso despertou a curiosidade das pessoas sobre a possibilidade de alguém ter efetivamente o fetiche por mendigo. Nós pesquisamos e encontramos algumas pessoas que sentem esse tipo de atração. 2 delas toparam conversar conosco e responder algumas perguntas.

“AH SE EU PUDESSE!” Alfredo*, 38 anos, do interior de São Paulo

Equipe ysos: Você sabia que o fetiche por pessoas em situação de rua costuma ser chamado de homeless?
Não sabia. Eu só chamava de fetiche por mendigo.

EY: Como foi e quando você percebeu que sentia esse tipo de atração? Quando você pensa nisto, quais as possibilidades? Onde estariam, o que fariam? Sente medo? O medo é maior que o prazer ou o contrário?
Desde que comecei a sentir atração por outros homens, na verdade, foram os primeiros tipos que me chamaram atenção. Já cheguei a fantasiar de diversas formas e locais, em locais abertos, em veículos, locais com mais pessoas perto… tenho medo sim, mas ao mesmo tempo esse medo acaba potencializando a sensação de prazer.

EY: Você já chegou a praticar ou está apenas nas suas fantasias?
Necessariamente com um homeless AINDA não.

EY: Caso não tenha praticado, imagina que um dia possa vir a praticar?
Imagino que sim, e gostaria, inclusive.

EY: Já abordou ou foi abordado por alguém nessas condições?
Já fui abordado (recentemente por sinal). Um rapaz veio pedir dinheiro no sinal e eu não consegui não notar o volume na bermuda dele. Ele viu, sorriu, apertou o pau e perguntou: “Você gosta?”e eu fiquei muito animado! Respondi que sim, que muito e ele perguntou se eu queria dar uma carona pra ele. Senti muito tesão. Muito medo também! Daí o medo venceu e fui pra casa. Acabei me masturbei 2x antes de dormir pensando em como seria bom!

EY: Se sim, mas ainda não foi às vias de fato, o que impediu que acontecesse?
Diferentes medos. A abordagem ocorreu durante o dia, então não possuíamos condições favoráveis como um local mais escondido ou falta de iluminação que pudéssemos usar a nosso favor. Daí fiquei pensando: E se fôssemos pegos?

EY: Você conhece mais pessoas com este fetiche?
Conheço sim! Já conversei algumas vezes com ela sobre isso hehehehe

EY: Já contou para algum conhecido sobre isso? Se sim, como foi a recepção da pessoa?
Já contei e já tive ambas as reações, de excitação e repulsa por parte de quem me ouvia.

“NÃO SEI SE CONSEGUIRIA, MAS ME EXCITA A IDEIA DO FETICHE POR MENDIGO” Marina*, 45 anos, Rio de Janeiro

Equipe ysos: Você sabia que o fetiche por pessoas em situação de rua costuma ser chamado de homeless?
Não sabia que tinha nome não. Por um bom tempo achava tão errado que achava que só eu sentia isso… Demorei pra aceitar.

EY: Como foi e quando você percebeu que sentia esse tipo de atração? Quando você pensa nisto, quais as possibilidades? Onde estariam, o que fariam? Sente medo? O medo é maior que o prazer ou o contrário?
Não foi sempre. Eu percebi uma vez saindo do barzinho com um peguete e umas amigas. Era solteira na época. O rapaz que abordou a gente era bonito e aquilo chamou nossa atenção. O meu peguete era meio tonto e comentou sobre o queijinho que o cara devia ter por estar sem banho. Queria apostar que nenhuma de nós conseguiria fazer oral no rapaz. E ao pensar em oral no rapaz eu senti um calor, um tesão e tive que disfarçar. Eu tenho medo. Não sei se um dia eu conseguiria, mas me excita a ideia do fetiche por mendigo. Uso nas minhas sessões de masturbação quando meu namorado viaja.

EY: Você já chegou a praticar ou está apenas nas suas fantasias?
Não pratiquei. E acredito que nem vou. É difícil pra uma mulher mais velha que nem eu ter algumas liberdades. Penso no perigo de um deles me forçar a algo que eu não queira e eu não ter como me defender e daí quando o medo fica assim muito grande corta o tesão. 

EY: Caso não tenha praticado, imagina que um dia possa vir a praticar?
Então, eu foco só na fantasia por me sentir mais segura. Que daí eu tenho controle de tudo. O mendigo me come, me dá todo prazer que eu quero e a história acaba. Sem nenhum compromisso e nenhum risco.

EY: Já abordou ou foi abordado por alguém nessas condições?
Já recebi cantada de mendigo sim. Tem uns bem sem noção que acham que só porque a gente tá de decote e shorts podem mexer com a gente. Mas infelizmente nem precisa ser mendigo pra pensar assim… mesmo a gente estando em 2022…

EY: Se sim, mas ainda não foi às vias de fato, o que impediu que acontecesse?
Sou medrosa. Mas tá tudo bem. Estou satisfeita de ficar na imaginação. Meus brinquedinhos fazem as vezes dele e simulam como seria a penetração com ele.

EY: Você conhece mais pessoas com este fetiche?
Não conheço. Teria que falar sobre o assunto pra poder saber quem também gosta. Mas tenho muito medo de falar e ser condenada e virar piada como o caso recente lá do mendigo do DF.

EY: Já contou para algum conhecido sobre isso? Se sim, como foi a recepção da pessoa?
Não contei e não pretendo contar. Aceitei dar a entrevista porque é anônima hehehe

*nomes fictícios para preservar a identidade dos entrevistados

E você, o que pensa sobre tudo isso? Já sentiu essa atração? Conhece alguém que sente? Já tinha ouvido falar do caso lá de Planaltina? Conta pra gente aqui nos comentários!

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